[Alfarrábio] Desert Quest, uma lenda viva. (Parte 4)


alfarrabio

Hauopa Tibianos!

Preparados para continuar a ler as aventuras do nosso guerreiro? E para aqueles que não lembram como ele chegou até aqui, não deixem de ler os outros capítulos do Alfarrábio.

 

Boa Leitura!


 

 

Somente Cinzas…

 

Simplesmente impossível, nada podia pular tão alto, não havia formas de sair, por mais que tentasse não havia forma de alcançar de onde havia caído. Nem as cinzas da tocha voavam tão longe.

Suas mãos tremiam, e sua respiração já não era suficiente para puxar o ar, sentia a gélida mão da morte pairar sobre seus ombros, chamando-o e puxando-o para um local escuro e grotesco, coberto de lama. Rapidamente sacudiu sua cabeça coberta de suor para afastar essa tenebrosa sensação de amortecimento.

Ajoelhou-se para pegar a tocha e poder iluminar todo o local onde estava, aquilo não parecia mais do que um salão pequeno. Com a tocha nas mãos começou a olhar centímetro por centímetro em busca de pedras, pergaminhos ou qualquer vestígio de civilização. Nada, nada além de pedras pequenas parecidas com as que haviam a pouco encontrado.

Enquanto procurava ouviu um pequeno grunhido, um som baixo e constante, totalmente irreconhecível, desembainhou sua espada, e com um movimento rápido de mãos, testou o gume. Girou a espada em seu punho e colocou em posição de ataque.

Devagar e metodicamente tentou se concentrar em achar o local de onde vinha o som. Esperava algo gigante surgindo da escuridão e atacando-o. Mas, o destino resolveu pegar outra peça em nosso pobre viajante. Não passava de um grilo. Com um abafado som de alivio recolocou a espada em sua bainha e jogou-se ao chão totalmente exausto. Averiguou que era um salão pequeno e sem saída, não havia forma de subir, ou de sair dali.

Pensou que seria interessante comer e beber um pouco, para alimentar seu corpo cansado, e depois tentaria resolver como sair. Cantar um pouco também ajudaria, suas habilidades como trovador, estavam longe de ser boas, mas uma canção acalmaria sua mente. Pegou um pedaço de pão dos que haviam em sua mochila, sentou no chão com um doce vinho e começou a cantar.

 

Eu hoje levantei querendo ouvir um Menestrel,

Fugir em sonhos ao virar um copo de hidromel,

Pois ontem uma abelha eu senti me ferroar,

Eu quero essa doçura pra poder minha dor curar!

 

HEI, HEI, HEI, HEI, HEI, HEI

 

Tomei mais uma dose com esses sonhos apesar,

Sonhei que não havia mais garotas a dançar,

Sonhei com uma confusão na veia do hidromel,

Preciso de outra condição direto do tonel!

Por favor me traga mais um belo garrafão,

E sirva mais um copo pra afogar meu coração.

 

 HEI, HEI, HEI, HEI, HEI, HEI

 

Essa musica era animada e geralmente era sempre a quarta ou quinta musica a se cantar, quando quase todos já estavam completamente bêbados. Cantou alegremente enquanto molhava a garganta com um doce vinho e um comia um pedaço de pão.

 

Taverna

Apenas mais uma Taverna 

Após um tempo, quando ia pegar outro pedaço do pão, ele viu no canto da sala uma saliência, caminhou até lá e encontrou uma escada, parou e pensou o motivo de existir uma escada naquele local. Sob tais circunstancias, imaginou que deveria ser relacionado com a construção que havia lá em cima.

Disse pra si mesmo, que aquilo seria sua morte, não havia chances de voltar para cima daquele local, tinha que procurar outra saída, e a única seria essa escadaria, mas o que haveria abaixo dos seus pés? Enquanto comia o seu pão, cada bocada imaginando ser a ultima, pensando que talvez aquela escada desse caminho aos portões do tártaro, e talvez esse fosse o motivo que ninguém havia chegado até ali e retornado para contar suas façanhas.

Terminou de comer o seu pão, tomou coragem e jogou a tocha escadaria abaixo para iluminar o local, pegou sua faca de caça e a deixou em punho, caso houvesse algum problema poderia reagir rapidamente.

Após descer, inesperadamente encontrou um salão enorme, e até onde sua visão alcançava conseguia ver diversos caminhos e outros grandes salões, ficou totalmente abismado, nunca sob qualquer conjectura imaginaria que abaixo do deserto de Jakundaf, poderia existir tais salões…

 

Cavernas de JakundafCavernas de Jakundaf

 


 

Qual será o desfecho dessa incrível historia? Não deixe de ler e opinar!

 

  • Thiago Henrique

    Muito bom… que venha a quarta parte.

    • Thiago Henrique

      quinta*** >.<

  • Ele morre no final…

  • Taj Mahal

    aguardamos a quinta ‘-‘
    isso vai ter uns 20 capitulos no minimo… kkkk

  • Thiago Henrique

    bem que poderia ser mais longos esses capitulos

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