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[Alfarrábio] Desert Quest, uma lenda viva. (Parte 5)

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Hauopa Aventureiros.

Prontos para mais uma aventura sem precedentes? O que aguarda nosso guerreiro? Leiam e descubram :)


Onde não há estrelas

Um local tão escuro e tão profundo como as fundações da terra, podia ver claramente novos salões, e caminhos entrelaçados, mas não muito mais do que isso, pois a própria tocha não iluminava o suficiente para se enxergar muito longe, por onde caminhar? Para onde ir? Será uma difícil tarefa de agora em diante, tudo era totalmente obscuro e nosso aventureiro teria que procurar as respostas por si mesmo.

Decidiu pegar o pergaminho que ele havia usado como mapa até agora, e escrever nele todo o percurso que iria percorrer dali em diante. À frente do nosso aventureiro possuía dois diferentes caminhos um que serpenteava pela esquerda e continuava até perder de vista, e um que era levemente para a direita, esse no entanto, demorava um pouco mais até que sua visão não pudesse ver o final devido à escuridão.

Depois de analisar durante alguns instantes decidiu que iria pela direita afinal ele conseguia ver um pouco mais à frente.

Começou reavivando o fogo que agora ardia em sua tocha, colocou a espada em sua mão direita e seguiu pelo corredor. Observou atentamente o caminho que estava seguindo, viu que as paredes pareciam ora ter sido feitos por homens, e ora seguia por corredores feitos pela própria natureza. Quem podia ter feitos tais corredores? Rapidamente afastou o pensamento sobre aquilo da mente, tudo que ele não precisava agora seriam teorias de como paredes tinham sido feitas.

Andando mais um pouco encontrou um parte com alguns vestígios de que alguém havia passado por ali, meio coberto por uma pedra ele viu algo que parecia um pano. Ajoelhou-se rapidamente para observar o que seria aquilo, levantou a pedra, e pegou o que parecia ser uma tira de pano, analisou com cuidado e viu que aquilo já estava podre, mas podia sentir o cheiro do que um dia já foi cera de abelhas. Frequentemente cera de abelha era derretida para ser utilizada como combustível para tochas.

Levantou com a ideia de que alguém já havia estado ali, iluminou mais um pouco o corredor, e notou o que parecia ser pedras soltas, talvez alguém escavando algo em tempos de outrora. Nosso aventureiro continuou caminhando, passo após passo, a tal ponto que a sua frente os corredores começara a ficar mais baixos, e cada vez mais estreito até não sobrar muito mais do que um simples vão baixo e estreito, com um pequeno buraco ao final dele. Analisou o que poderia ser após o buraco, não conseguia enxergar muito, então deu lugar aos seus outros sentidos para tentar desvendar o que talvez pudesse existir após o buraco. Seu olfato não lhe respondia à altura, e seu tato não sentia trepidação na terra. Porém seus ouvidos escutavam muito menos, então decidiu que naquele novo lugar que estava prestes a desvendar, não seria mais do que outro salão talvez. Tomou coragem, embainhou sua espada e colocou em punho sua faca. e se esgueirou pela pequena passagem até a próxima sala.

 

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Corredores de Jakundaf

 

Após se esgueirar e iluminar o local, viu algo que fez sua alma estremecer e seu coração palpitar de forma desordenada, aquilo seria o que parecia? tão deformado mas parecia, com cautela e devagar foi se aproximando daquilo, a luz penetrante da tocha calmamente envolvia todo o espaço e seus passos ecoavam nas paredes a muito desgastadas pelo tempo. Cada vez que se aproximava daquilo percebia que era o que parecia, um corpo, mas parecia a que havia sido morto a pouco tempo, ajoelhou-se próximo ao corpo, mas estranhamente nenhum odor exalava dele.

Já estava acostumado com corpos, pois durante sua vida já havia visto mais do que gostaria. Porém, aquele não se parecia em nada com os que ele já vira em sua vida, parecia ter sido morto recentemente mas não não existia umidade, não tinha larvas ou cheiro. Parecia mumificado…

 

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Corpo mumificado

 

Ao lado do corpo, mas precisamente abaixo, havia um livro, estranhamente as páginas pareciam intactas, sentou-se ao chão, mas tomou uma certa distancia do cadáver, não estava bem certo do que aquilo tinha morrido, e não queria ficar doente naquele lugar. Abriu o livro e ao fazer isso muita terra caiu de dentro dele, mais um indicio que aquele corpo já não era tão recente. Começou a folhear as páginas e ler, o que até então parecia ser um diário.

 

“Parece que eu achei a entrada para a biblioteca. Infelizmente, a porta está fechada, mas de alguma forma eu tenho que entrar. Eu procurei por aí, mas todos que eu conheci afirmaram que não possuem a chave … Eu acredito que este homem com sapatos vermelhos e calças azuis, que come pão com presunto o dia inteiro, tem. Ele parece suspeito para mim … ele não pareceu acreditar em mim, e eu acho que é a razão pela qual ele não me deu a chave. Talvez de alguma forma eu possa mostrar-lhe que ele pode confiar em mim…

YEAH! Eu consegui! Eu tenho a chave para a biblioteca, e eu espero que possa encontrar uma solução para meus problemas lá! De alguma forma estou convencido de que o velho homem quis confiar em mim e, finalmente, nos tornamos bons amigos! Que pena, eu tive que deixar a biblioteca antes do amanhecer …”

 

Nosso aventurei soltou um grito de euforia e alegria, “EU SABIA, EU SABIA” a biblioteca existe, o ânimo estava voltando ao corpo do nosso aventureiro, mas inesperadamente ele se lembrou, que mesmo ela existindo, não sabia a localização, como sair daquele inferno ou como aquele misterioso homem havia morrido. Percebeu que agora estava mais perdido do que nunca…

 


 

O que acontecerá com nosso aventureiro? Não deixe de ler o próximo capítulo.

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Sobre Epaminondas

Epaminondas é o Taverneiro da Vila Scapula, cidade do Portal Tibia. É conhecido por seu famoso Hidromel, uma bebida quente cuja receita é um mistério até hoje. No Tibia, alguns possuem um boneco feito em sua homenagem: o Epaminondas Doll.

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8 Comentários

  1. Diego paiva -

    Cada capítulo a historia fica melhor pqp, extremamente ancioso para o 6. Parabéns! Criativo pra caramba e revive um pouco o tíbia do pessoal q joga desde antigamente. Mais uma vez, parabéns!

      • Thiago Henrique -

        Claro, todos nós somos filhos de Deus, não é? xD
        Mas é que está tao interessante que ficamos na expectativa

        • Fanilator -

          Peço desculpas pela demora na publicação da continuação, assim como a Gladiadora relatou, infelizmente por problemas pessoais fiquei impossibilitado temporariamente de publicar a continuação. Porém, tudo já está normalizado e a serie vai continuar normalmente ^^.

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