Dicas & Artigos

[Alfarrábio] Desert Quest, uma lenda viva. (Parte 8)

alfarrabio

Hauopa Tibianos.

Destemidos aventureiros e aventureiras, hoje nosso aventureiro terá duas grandes surpresas,

Preparem-se!


 

Consolidated 

 

Nosso aventureiro não pensou duas vezes e seguiu pelo caminho mais obvio, o que claramente era feito por humanos, paredes grosas com pedras colocadas cuidadosamente como se sustentassem algo maior.

Enquanto caminhava por esses corredores com sua espada em punho, fazia pequenos desvios e curvas, sua tocha começava a iluminar um ambiente mais largo, que dava a outro salão, até agora, muito parecido com os que havia encontrado. A única diferença era uma clara silhueta de algo nas sombras, tentou caminhar devagar, e com segurança e voracidade gritou para o que houvesse ali, fazer-se visível.

Um homem assustado gritou: – Por favor, não faça-me mal, sou apenas um viajante! – Estou indo em seu encontro, não estou armado! Ele gritou.

 

HagorHagor o andarilho

 

Enquanto o viajante se aproximava nosso aventureiro colocava sua espada na bainha, observou o viajante e percebeu que a descrição que o diário fazia do homem que possuía a cópia da chave, batia com a do homem que agora estava na sua frente. “Eu acredito que este homem com sapatos vermelhos e calças azuis”

O homem que agora estava na frente do nosso aventureiro, apesar de estar vestidos não mais que trapos, possuía uma calça num tom azulado e sapatos que um dia já foram mais vermelhos.

– Como se chama? Falou nosso aventureiro.

– Hagor, a seus serviços.

– O que faz aqui Hagor?

– A história é longa, em busca de tesouros, acabei entrando neste lugar, e não consigo achar uma saída.

– Entendo, aqui me parece ser um local difícil de se localizar. Entretanto, estou procurando uma biblioteca, há algo assim aqui dentro? Disse nosso aventureiro.

– Hagor prontamente respondeu. – Não sei dizer, não explorei muito os locais, tento não me perder.

– Você conhece alguma saída? Falou Hagor.

– Infelizmente não, também estou em busca de uma.

– Que pena. Hagor falou enquanto baixava com olhos com visível tristeza.

– Hagor, encontrei a pouco tempo, um cadáver, estranhamente conservado, e sob ele, um diário, ele mencionava uma pessoa que vestia roupas parecidas com as suas.

– Um diário? Posso vê-lo?

Hagor examinou o diário, e enquanto ele fazia isso nosso aventureiro percebia que ele estava muito magro, dava a ligeira impressão que se possuía alimento, estava racionando-o.

– Essas letras. Exclamou Hagor, parecem com as de um rapaz que conheci aqui dentro também, o nome dele era Morrin.

– O corpo mumificado que encontrei junto do diário, o jeito que ele morreu, não era natural, morreu de algo muito estranho, acrescentou nosso aventureiro.

– É uma pena, Morrin era incrível. Notava-se uma clara apreensão no rosto de Hagor, talvez, medo ou algo do gênero, pensou nosso aventureiro.

– Hagor, no diário, Morrin disse que uma pessoal com roupas parecidas com as suas, possuía a chave da biblioteca. Você possui tal chave?

– Sim, disse Hagor, possuo essa chave, mas não sei qual é sua finalidade. Além de caçar tesouros, eu desenvolvi uma habilidade muito útil, posso criar cópias de quase todos os tipos de chaves e fechaduras.

– Isso é maravilho, disse nosso aventureiro, como posso obter uma cópia? O que você quer em troca?

– Ouro não me interessa, o conhecimento da saída seria perfeito. Entretanto, se você tiver algum alimento, faria de bom grado uma cópia para você.

Nosso aventureiro abaixou e procurou certificar-se de quais alimentos ainda possuía dentro da sua mochila.

– Tenho alguns pães, algumas frutas, carne seca e presunto.

– Presunto? Exclamou Hagor, com clara ansiedade na voz. Poderia me dar alguns pães e um pouco de presunto? Adoro presunto.

– Não seria problema, Hagor, tenho mais suprimentos, mas em quanto tempo você pode me fazer uma cópia?

– O mais rápido possível, disse ele.

– Sendo assim, tome a parte de nosso acordo.

Nosso aventureiro embrulhou cuidadosamente em um pano, boa parte do presunto e pães que carregava consigo, ele observou que o homem já não se alimentava a muito tempo.

Passou com cuidado a Hagor o embrulho, e nesse mesmo instante Hagor desembrulhou com voracidade e comeu dois pães quase que de imediato. Observou que o homem devia estar a muito tempo sem comer.

– Obrigado, trabalhar sem fome, é bem melhor, salientou Hagor.

– Deveras.

Com rapidez Hagor puxou um pequeno Hammer, que usava para moldar a cópia da chave. Com uma habilidade que seria impossível de descrever, moldou a chave de forma quase idêntica a original.

– Pronto! Hagor exclamou com muita felicidade

– Nossa, uma cópia incrivelmente precisa, Hagor. Não era necessário tal comentário, mas Hagor parecia esperar uma nota de aprovação.

– Bom Hagor, fico muito feliz que o tenha encontrado, mas preciso encontrar a biblioteca, poderia me dizer para que direção fica a biblioteca que você mencionou ter visto?

– Não sei bem, nunca vi tal construção aqui, estou um pouco perdido, mas, creio que deve ser voltando de onde viestes,  já que se continuar nessa direção não vais encontrar muita coisa, além de mais corredores.

– Muito obrigado Hagor, temo que agora, tenho que seguir meu caminho.

– Sem problemas, tenho que encontrar logo está saída. Já não suporto essas tumbas.

Nosso aventureiro apertou a mão de Hagor, e com uma última de troca de olhares, desejou boa sorte a Hagor.

Nosso aventureiro voltou até a bifurcação de onde havia seguido até encontrar Hagor.

Parou por um instante e tirou de sua mochila o pequeno manuscrito que continha os rabiscos do mapa, e continuou desenhando.

Mapa-04

 

Mapa rabiscado

 

Após desenhar, decidiu pegar um pouco dos gravetos que tinha trazido consigo e fazer um pequeno fogo para descansar, talvez também cozinhar um pouco da carne e do presunto, rações frias não levantavam o ânimo, ao contrário do que fazia uma quente e boa refeição.

Sentou-se, e calmamente colocou sob o fogo um pedaço do presunto junto com a carne seca, juntou um pouco das folhas, que havia na sua mochila, de Spruce ou Fir Tree, como era mais conhecida, colocou água e fez um chá, para tomar junto com a refeição. Não era o melhor para um chá, mas dada a situação, era o melhor que conseguiria.

Cantarolar uma breve canção naquela situação era uma boa ideia, afinal, uma dose de alegria sempre deixava uma refeição melhor. Lembrou de uma velha canção, a qual se ouvia em fogueiras e em tabernas.

 

“As montanhas guardam o segredo sob a lua,
Hey Há Way,
As palavras ditas sempre ecoam,
Hey Há Way,
Vamos sempre manter a melodia,
Hey Há Way,
Pra quem quiser sempre cantar,
Hey Há Way.
 
Nunca esqueceremos há quem ensinar,
Hey Há Way,
Nunca perdoaremos quem esquecer,
Hey Há Way,
Aqueles que esquecerem terão seu fim,
Hey Há Way,
E por esses sempre viveremos.
Hey Há Way.”

 

Era uma música muito viva e sempre era acompanhada de jarras de hidromel ou tonéis de cerveja gelada. Coisas que infelizmente não possuía nosso aventureiro, mas uma boa dose de chá ajudava.

Logo depois que terminou a pequena refeição, estendeu o manto que carregava e usou a mochila como uma pequena almofada e deitou-se, deixando que o silencio oriundo daquele local carregasse seu corpo rumo a um local mais tranquilo e quem sabe, lhe mostrasse a biblioteca e seus segredos.

Depois que seu corpo estava regenerado decidiu levantar-se e seguir adiante em busca da biblioteca. Nosso aventureiro tinha acampado na bifurcação, a sua direita levava ao local onde havia encontrado Hagor, e a sua esquerda, talvez levasse a biblioteca, bom só havia uma direção a seguir naquele momento.

Pegou outra tocha em sua mochila, e seguiu pelo caminho da esquerda. Assim que começou a andar, percebeu que o chão era diferente, um solo mais duro, como os que eram prensados para ficarem mais sólidos. As paredes pareciam ter sido construídas ou mesmo esculpidas, assim como esses e outros corredores, sua mente não era capaz de desvendar como eles haviam sido feitos.

Depois que andou mais um pouco, começou a sentir uma leve mudança no ar, antes o ar era pesado e denso, como se estivesse a muito tempo preso em um local, agora, o ar estava fiando mais leve, e ele podia sentir uma leve brisa, muito leve, mas era uma brisa.

Para a surpresa do nosso aventureiro, ele encontrou um salão, e logo mais à frente algo enorme se fazia visível. Ele gritou tão alto que sua voz podia ser ouvida por muitos outros locais, e fazia um eco que ressoava novamente de forma intermitente.

 

Caverna

Biblioteca dentro dos salões.

 

– Finalmente!!!, Finalmente!

Nosso aventureiro de forma automática ajoelhou-se perante tamanha beleza e enormidade da obra, quem conseguiria construir tal monumento em local tão profundo? E quais segredos estariam lá dentro?

– Não acredito, existe mesmo uma biblioteca, não acredito. Repetia nosso aventureiro.

 


 

Então Tibianos, curiosos para saber o que existe na biblioteca do deserto de Jakundaf? Não percam o próximo capítulo do Alfarrábio.

Tags: ,

Categorias:

Gostou deste post?

Sobre Epaminondas

Epaminondas é o Taverneiro da Vila Scapula, cidade do Portal Tibia. É conhecido por seu famoso Hidromel, uma bebida quente cuja receita é um mistério até hoje. No Tibia, alguns possuem um boneco feito em sua homenagem: o Epaminondas Doll.

Ver todos os posts de Epaminondas →

Posts Relacionados

3 Comentários

  1. Diego Paiva -

    Naaaaaaaaaao! Nao acredito q vou ter q esperar pra ler sobre a biblioteca!!! Q vacilo kkkkkkk Agora a ansiedade ta a mil! >< Não demore a lançar o próximo!!!

Comentários estão fechados.