[Alfarrábio] Desert Quest, uma lenda viva. (Parte 9)


alfarrabio

 

 

Hauopa Tibianos.

Ansiosos pelo o que nosso aventureiro encontrará na biblioteca?

Preparem-se!

 


Fim, ou será o começo?

 

Depois de sua visível alteração, perante o tamanho do monumento em sua frente. Nosso aventureiro levantou-se e sacudiu o pó de seus joelhos, e contemplou por mais um momento o tamanho e grandeza daquela estrutura, subiu as escadas tão rápido quanto suas pernas aguentavam, e sem mais delongas colocou a chave que Hagor havia feito na fechadura, e quando deu a primeira volta, a chave não girou….

Nosso aventureiro com um expressa de revolta e total pânico, ficou se reação diante daquela situação, ele esperava que a chave funcionasse, o que eu fiz de errado? Será que Hagor havia feito uma copia imperfeita? Não seria possível eu mesmo inspecionei e vi a perfeição de sua copia, repetia nosso aventureiro, mas por que ela não abre? Falou consigo mesmo.

Depois de tentar mais duas vezes, nosso aventureiro chegou a conclusão que a chave não era daquela fechadura, e só poderia ser de outra, mas de onde? Hagor não sabia onde ou o que ela abria.

Com visível decepção nosso aventureiro socou a porta, em esperança que ela abrisse, mas ela não moveu-se, nem mesmo um misero centímetro. Então nosso aventureiro recolheu seus pertences, sentou-se ao chão e por alguns instantes decidiu refletir.

– Bom, eu possuo uma chave, a qual não sei o que abre; possuo um diário, de um falecido aventureiro, e um mapa que me diz onde estou, o que devo fazer? Repetia consigo mesmo, pois não havia ninguém para ouvi-lo.

– Bom, lembro-me que no diário dizia que Morin chegou à biblioteca, e entrou, mas como? Ele não diz como entrou apenas que conseguiu a chave com Hagor. Eu também consegui a chave, mas ela não funciona, o que devo fazer?

Sem muitas esperanças, nosso aventureiro olhou em volta, algo que ele ainda não havia feito, e notou que no salão em que se encontrava a biblioteca, havia outra saída, uma que levava, aparentemente, para fora dali.

Sem escolha, nosso aventureiro decidiu recolher seus objetos e seguir pelo corredor, afim de que mais há frente encontrasse a resposta para suas dúvidas.

Com ajuda da sua tocha, logo percebeu que o corredor que ele havia encontrado era idêntico aos demais que ele tanto havia percorrido, com paredes recobertas por barro e alguns tijolos que formavam um vão sustentando o teto.

Por um momento se sentia perdido em seus pensamentos, sem preocupar-se com nada ou ninguém que pudesse encontrar em quanto caminhava, parecia até que havia perdido a vontade de viver, até que percebeu uma estranha forma. A sua frente o corredor continuava, porém a sua direita havia uma porta, imediatamente e com muita rapidez, ele buscou em seus pertences a chave que Hagor havia feito.

Será? Não acredito, será isso possível? Repetia nosso aventureiro, de forma desorientada.

Quando ele encontrou a chave, suas mãos quase não conseguiam segura-la de tão tremulas, quando conseguiu coloca-la na fechadura e a virou, de forma milagrosa a porta abriu. Nosso aventureiro tomou para si uma expressão de espanto, então a chave abria uma outra porta e não a biblioteca. Então imediatamente puxou a espada da bainha e a girou no punho direito colocando-a em posição de ataque; Podia estar muito curioso com o que poderia haver ali dentro, mas a sua vida era muito mais importante.

Ao abrir completamente a porta, ele percebeu que era uma sala minúscula, não havia quase nada dentro, a não ser um pequeno baú no canto. Curiosamente não possuía tranca ou fecho.

Nosso aventureiro ajoelhou-se e colocou a espada espada na bainha, e com cuidado analisou o baú, para ter certeza que não havia armadilhas. Após a rápida análise, puxou a tampa e abriu o baú, percebeu muita poeira, e vários riscos, que indicavam que vários objetos haviam sido retirados de seu interior.

Em meio a tanta poeira, ele viu algo que brilhava sob a luz da tocha, com cuidado pegou o objeto, e para sua surpresa, era uma chave. Com visível espanto na sua voz ele disse:

Outra chave? Mas que diabrura é essa? Esse maldito lugar quer me pegar uma peça?

Sem entender, o motivo ou razão para que um baú houvesse apenas uma chave, concluiu que, alguém deve ter encontrado muitos pertences valiosos, e pensando que não havia razão para possuir uma chave sem saber sua fechadura, há deixou lá.

E diversos pensamentos corriam por sua mente, o principal e também o mais óbvio era:

– Será que esta chave abre as portas da biblioteca? Ele pensou consigo mesmo.

Já não conseguindo segurar tanta tensão, correu de volta a biblioteca, sem se importar com o corredor que ainda seguia em frente.

Quando finalmente chegou na biblioteca, segurando a chave em suas mãos, parou um momento para respirar e com cuidado colocou a chave na fechadura. Com ansiedade virou a chave, e para sua surpresa um som ruidoso saiu das engrenagens da fechadura, som esse que indicava a abertura da porta, poeira saltava das engrenagens e um ar pesado foi jogado contra seu rosto.

Quase que instantaneamente seus olhos lacrimejarem diante daquela fato, que até certo ponto era engraçado.

Sem muito esperar pisou pela primeira vez no interior da biblioteca, e para sua surpresa, várias e várias estantes recobertas de pergaminhos, livros, folhas. E uma coisa peculiar, uma pequena mesa ao centro, com tinteiro e penas, como se alguém estivesse ali pronto para escrever mais livros.

Biblioteca_alfaBiblioteca sob as areias

Som de la solitude

 

Com tantos livros, era fácil perder-se em meio a tantas pesquisas, em meio a tantas informações, esquecer completamente do tempo e do espaço.

Havia tantos livros que nunca houvera lido ou ouvido falar, livros ensinando como produzidor poções para reviver entes queridos, poções de como voar, e até mesmo relatos de uma estranha cidade com nome de Gharonk, a qual nunca houvera ouvido falar desde aquele dia.

Mas não só livros possuía a biblioteca, em um canto algo chamou a sua atenção, algo que facilmente passaria desapercebido, um mecanismo podia ser visto, era um piso um pouco diferente dos que a biblioteca possuía, um com uma coloração diferente. Intrigado nosso aventureiro colocou um pouco de peso sob o botão, mas estranhamente nada aconteceu, ele podia observar a movimentação, mas naquele local nada ocorreu. Desconhecendo seu uso resolveu concentrar-se nos livros que agora estavam a sua frente.

Após, folhear e folhear diversos livros, percebeu um livro que chamou a sua atenção, e o seu autor era ainda mais intrigante, era Adrenius, o velho monge que ele encontrou no templo do deserto.

Nesse livro, Adrenius havia escrito uma critica sobre os diversos livros do autor Netilos com nome de Adventures Guide Through Tibia, para Adrenius aqueles livros eram apenas historias, e não condiziam com verdadeiras aventuras. No mesmo livro ele ainda dizia que vários aventureiros vieram até ele comentar que haviam lido esses livros, que no total eram 6, um deles, tentou a todo custo provar para Adrenius que essas historias eram reais, então o próprio Adrenius propôs um desafio a ele e a todos que lessem seu livro.

Nosso aventureiro atentamente observou que desafio era esse: “Eu darei uma recompensa ao primeiro que me convencer que estou errado.

No mesmo instante nosso aventureiro arregalou os olhos e decidiu ler cada livro minuciosamente, afinal, a resposta para esse desafio só poderia estar nos livros.

Nosso aventureiro pegou o primeiro livro nas prateleiras e o leu com muita atenção, e transcreveu para um pedaço de papel todos os fatos importantes.

Livro I

——–

É sempre excitante sair em uma aventura. No entanto, é algo bastante perigoso, podendo até mesmo morrer em uma delas.

Eu escrevi estes livros com o objetivo de mostrar o destino de 5 homens que dedicavam-se a descobrir novas partes do nosso mundo. Cada um deles foi um bravo guerreiro e um grande explorador. Cada um passou por grandes aventuras, sendo elas de diferentes durações. Algumas de 66 dias outras de 100, e uma eventualmente, terminou em morte.

——–

Livro II

——–

Os aventureiros que irei relatar, tem suas idades diferentes, nenhum possuía a mesma idade, diferentes também eram as época que iniciaram suas jornadas. Quando eles começaram a explorar nosso mundo, o mais velho dos homens tinha 42 anos, o mais novo possuía 38 anos.

Uma jornada terminou após 83 dias, outra após 117 dias, e uma ainda 134 dias.

Um explorador foi Anso, bravo guerreiro e espadachim. Seu irmão Elaeus, nunca quis usar uma espada, sua vocação era para as artes de manipulação do fogo e ferro.

Hestus, outro explorador sobre quem falarei, usava trajes estranhos, com tom esverdeado, alguns dizem que era uma forma de não precisar lavar suas vestimentas.

——–

Livro III

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Fogo, é a principal perigo na jornada de um aventureiro, claro que o fogo é essencial para a sobrevivência em um deserto, cozinhar alimento, para ter luz e para lhe aquecer em uma noite fria.

Mas o fogo nem sempre é o nosso aliado, deixe-me dar-lhe um exemplo, um dos nossos aventureiros cometeu o erro de pisar na fogueira que ele próprio havia feito para cozinhar seus alimentos, é claro, que ocasionou uma grave queimadura, deixando-o incapacitado para continuar suas aventuras. Ela foi a de menor tempo entre as cinco.

——–

Livro IV

——–

Um tema muito importante a ser analisado é: Como saber se bebi ou se tenho liquido suficiente comigo? É de conhecimento comum que não existem fontes em abundância no mundo, então deve-se sempre seguir esses passos:

Primeiro – Sempre carregue recipientes e cantis que possam armazenar água.

Segundo – Sempre aproveite-se das situações, você pode deparar-se com um rio em seu caminho, ou pode chover muito, toda vez que algo assim ocorrer, aproveite e reabasteça seu suprimento de água.

Uma dessas situações atingiu um de nossos aventureiros (O nome dele era maior do que o nome do aventureiro que foi atacado por um troll.) Um dia, ele encontrou uma recipiente com um liquido, com sede, ele instantaneamente o bebeu, infelizmente o liquido estava envenenado.

Sua situação só piorava e após alguns momentos ele teve que parar sua exploração e procurar um médico. Por falar nisso o nome desse homem é menor do que o homem que terminou sua viajem após 83 dias.

——–

Após ler esses quatro livros, nosso aventureiro havia anotado coisas sobre o fogo e água, os nomes dos aventureiros e seu tempo de viajem e o motivo de sua interrupção.

Quando o nosso aventureiro procurou os outros volumes, ele foi tomado por uma sensação de terror, sua visão esbranqueceu e seu coração quase parou de bater, onde estavam os outro livros?


Então bravos Tibianos, ansiosos pela continuação? O que virá depois? Aguardem

  • Thiago Henrique

    O melhor cap. até agora. Parabéns!

    • Luiz Ricardo

      é impressão minha ou a biblioteca é igual ao escritório do Dumbledore?

      • Thiago Henrique

        também acho kkk

        • Fanilator

          Vocês estão certos, é a biblioteca do escritório de Dumbledore, mas venhamos e convenhamos, ilustra bem a situação ^^

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