[Alfarrábio] Djinns, os grandes magos sobrenaturais!


 

Djinns, seus poderes são enormes, sua força mítica e suas façanhas são lendárias. Para os grandes estudiosos tibianos, sua origem ainda é um mistério, mas, sabe-se que eles foram criados do fogo, muitas eras antes dos homens, talvez por isso sua predominância em viver no deserto onde é quente. Uma caracteristica interessante é que os djinns, descansam em sua própria lâmpada, ela é seu refugiu e sua casa, no interior pode haver inclusive, enorme salões.

Apenas sabe-se que djinn vem de “janna” uma língua muito antiga, e significa: algo que precisa ser encoberto.

A força dos Djinns

Devido a sua antiguidade, não se sabe muito sobre os djinns, mas muitos estudiosos concordam que a muito tempo ocorreu uma grande guerra, onde os próprios djinns estão presentes. E suas consequências ainda podem ser observadas por olhos atentos. Agora, o Alfarrábio irá revelar a todos a historia desses incríveis maestros da magia negra.

Boa Leitura!

 


 A Grande Guerra dos Djinns

Durante seculos os djinns viveram em união, preservando sua magia para si, seu poder era incomensurável, podiam facilmente transforma-se em objetos ou animais, pedras ou água, luz ou sombra. Durante séculos cuidaram de toda a terra e todos os animais que nela existiam. Guardando para si os poderes da magia obscura. Não entravam em guerras, e não as causavam, eles eram até certo ponto pacíficos.

Com o tempo, inevitavelmente, os djinns ganharam lideres, e o maior e mais importante era Gabel, um djinn que possuía uma força maior que todos os outros. Gabel logo percebeu que seria impossível liderar sozinho todos os djinns, e manter todos unidos seria mais difícil ainda, para que não houve-se uma desarmonia decidiu nomear um djinn muito forte, Malor, como General. Malor, era alguém em que ele confiava, e por esse motivo tinha a liderança de vários djinns.

Gadel – Grande lider.

Eles residiam em uma fortaleza, nas montanhas de Kha’zeel, e lá a paz e ordem eram obrigatórios.

Malor, por sua vez, não ficou satisfeito com a nomeação, sua sede por poder era muito grande, e em segredo tramou contra Gabel, usando promessas e ameaças, forçou vários Djinns a obedecer suas ordens, e aos poucos formou uma poderosa aliança. Em teoria, teria força suficiente para exterminar Gabel por completo.

Malor – Sedento de poder.

Apesar de vários Djinns serem totalmente leais a Gabel, preferindo a morte à traição, Malor conseguiu reunir uma grande quantidade de seguidores dispostos a tudo. Depois de um longo período de planejamento e espera pelo melhor momento, quando o dia começou a nascer, executaram um ataque sistemático ao palácio Djinn, local onde Gabel residia a maior parte do tempo.

O plano era simples, eliminar Gabel o mais rápido possível. Durante a invasão os guardas foram rapidamente subjugados, porém um dos seus amigos Fa’hradin, um grande djinn, conseguiu fugir do ataque e avisar Gabel sobre a invasão, Juntos Gabel e Fa’hradin conseguiram escapar pela escuridão. Malor procurou incansavelmente por Gabel, mas não o encontrou o líder dos Djinns.

Fa’hradin – Grande amigo de Gael.

Naquela mesma noite, Gabel reuniu todos seus seguidores, e preparou sua vingança contra Malor. Em seu novo palácio, Malor organizava um modo de achar Gabel, ao mesmo tempo que imagina as consequências da falha de seu plano de invasão. Malor, decidiu que reorganizar o exército seria a melhor maneira de afirmar sua soberania sobre os Djinns, e fez com que todos seus seguidores formassem uma nova aliança militar. Ninguém poderia imaginar que isso desencadearia uma guerra que duraria milênios.

Durante muitos dias seguidos de semanas Gadel e Malor procuraram fortalecer seus seguidores, buscando cada vez mais djinns que pudessem se aliar a causa, de um lado Malor, djinn sedento de poder e dominação, do outro Gadel, buscando justiça contra a investida de Malor. Cada vez mais era perceptível que os djinns estavam divididos, uma guerra que muitos não queriam travar.

Em consequência, era óbvio que muitos não estavam dispostos a deixar toda sua vida para trás, e aos poucos famílias estavam sendo desfeitas, irmão contra irmão, pai contra filho, essa cena se tornava cada vez mais comum.

Após Gabel reunir muitos djinns, ele começou a ordenar vários ataques as forças de Malor, contudo, ao passo que Gabel atacava, Malor defendia, e ambos os lados tinham perdas iguais. Aos poucos, ficou evidente que ambos os lados tinham, tão igual força que não era possível determinar que lado sairia vitorioso.

As batalhas eram terríveis e sangrentas, lanças, cimitarras, e magias eram usadas a todo momento, um grande caos era implantado a cada batalha. E os djinns mortos eram transformados em fumaça, e as batalhas eram tão longas que o cheiro da morte permanecia por semanas. As areias de Kha’laba (deserto que circunda a atual cidade de Ankrahmun.) que eram férteis e cheias de vida, com vários oásis e nascentes; agora não passavam de uma terra estéril, com apenas areia e seca.

Depois de tantas batalhas era notável o equilibro entre ambos os lados, e cada vez mais era perceptível que se um lado saísse vitorioso os djinns teriam sua existência prejudicada. Mesmo com essa possibilidade, o ódio entre os dois lados aumentava cada vez mais. Gabel decidiu dar o nome de Marid para seus guerreiros, e Malor deu a seus seguidores o nome de Efreet.

Efreets vs Marids.

Depois de semanas de guerras entre as duas castas que foram criadas, Malor arquitetou um plano que deveria por um fim a esse guerra. O líder dos Efreet enviou um mensageiro à Gabel, e o desafiou para um duelo. Gabel, que já estava cansado daquela guerra, aceitou o desafio.

Os inimigos se encontraram nas planícies de Kha’labal, cara a cara os dois lideres ficaram. O grande rei Gabel e Malor seu traidor, Gabel levou consigo seus guerreiros Marid’s pois não acreditava que Malor viria sozinho, e como ele previu, Malor traiçoeiramente trouxe seu exército de Efreet. Foi a maior reunião de djinns que se tem noticia até hoje.

Gabel, como rei poderoso e livre de medo, deu o primeiro passo para encontrar o seu oponente. Quando Gabel deu por si, a terra abaixo dele abriu-se em milhares de locais diferentes, e delas surgiam hordas ferozes de mortos-vivos que atacaram Gabel e seu exército.

Malor traiçoeiro nunca pretendeu lutar de forma honrosa. Em segredo ele firmou aliança com os Necromantes, uma raça de magos capazes de invocar demônios do submundo, esses Necromantes viviam em Drefia. (cidade localizada hoje a oeste de Darashia).

 

Necromante – Terrível manipulador de mortos-vivos.

Os necromantes invocaram os mortos-vivos, de forma, que Gabel e seu exército não tiveram outra escolha se não fugir. Através de magias obscuras, Gabel transformou o dia, numa noite, fria e horrenda, oferecendo uma brecha para que os Marids escapassem.

Os Marids que não conseguiram escapar, foram capturados e mortos. Mas graças a rápida reação de Gabel, boa parte de seu exército saiu ileso. A clara decepção de Malor era visivel em seus gritos, e no ódio de suas palavras, que a todo momento amaldiçoavam Gabel. Em fúria Malor ordenou que os Necromantes e seus Efreets seguissem rumo ao sul em encalço de Gabel.

Gabel e os Marids fugiram em direção a cidade de Ankrahmun, estranhamente Gabel não estava fugindo, mas parecia que estava se reorganizando. Quando Malor percebeu o erro que havia cometido já era muito tarde. Gabel, havia preparado uma armadilha para Malor, enquanto os mortos-vivos e os Efreets perseguiam os Marids desenfreadamente, Malor gritava incessantemente para que recuassem, mas o calor da batalha já os havia tomado, e ninguém mais escutava as ordens vindas de Malor.

Os mortos-vivos marcharam contra Ankrahmun com a determinação de uma máquina mortífera insensata, e os Efreets, cobertos de raiva, não ficaram para trás, indo de encontro a uma chuva incessantes de flechas e catapultas de pedra, que agora recaia sobre o exercito de Efreets e mortos-vivos. Uma batalha cataclísmica se dava inicio.

Uma onda de Efreets e mortos-vivos investiram contra Ankrahmun, e a cada passo, eles eram recebidos por flechas, pedras e magias vindo do exército de Marids, que agora, tinham uma aliança com os habitantes de Ankrahmun. Apesar disso, o exercito de Malor estava tomado por um ódio jamais visto, tentando a todo custo adentrar em Ankrahmun.

O djinn Baa’leal, que liderou os exércitos de Malor na invasão, sentiu a força dos Marids e seus aliados humanos enquanto atacava Ankrahmun, mesmo com uma força devastadora de mortos-vivos e djinns eles resistiram bravamente. Baa’leal, organizou uma linha de ataque com seus mais fortes Efreets, e ordenou que eles conjurassem um enorme coluna de fogo sobre Ankrahmun, para que toda a cidade, e quem estivesse nela fosse tomado por um fogo destruidor que transformaria tudo em cinzas e poeira.

 

Malor –  Ataque à Ankrahmun.

Aproveitando a distração dos Marids por causa da invasão, alguns Efreets conseguiram conjurar uma antiga magia destruidora. Os céus escureceram, as nuvens que antes eram brancas, tornaram-se vermelhas e delas caiu uma chuva de fogo, que ao piscar de olhos tornou-se um furacão de fogo.

Quando os Efreets tentaram mover o furacão para dentro da cidade, não conseguiram, Fa’hradin e seus companheiros djinns estavam controlando o incrível furacão, e estavam tentando conter a aproximação da coluna de fogo.

Isso resultou em uma batalha feroz de poderes entre os djinns de ambos os lados, e toda a guerra que estava sendo travada parou, os dois exércitos assistiam numa fascinação horrorizada, a terrível pilha de chamas vagando indecisa de um lado para o outro. Entretanto, de repente, o furacão fez um pulo súbito ao norte, e em questão de segundos, os Efreets que haviam feito a conjuração dos céus foram reduzidos à cinzas e brasas. Este foi o momento decisivo da grande batalha.

O fogo, agora completamente descontrolado, virou em direção ao norte, dirigido por uma brisa suave vinda do sul.

Dessa forma, com o fogo espalhando-se lentamente para o norte, o grande deserto de Kha’labal foi aos poucos sendo queimado pelo fogo maligno.

Assim, após muitas mortes, a grande batalha foi vencida pelos exércitos dos Marids e humanos. Porém, aos vencedores restou muito pouco para se sentirem triunfantes. As perdas tinham sido grandes em ambos os lados, e o Kha’labal, lindo jardim dado aos humanos pelos deuses, tinha se transformado em um deserto estéril, hostil.

A destruição causada pelo fogo havia permitido que muitos Efreets escapassem, juntamente com seu líder. parecia improvável que a guerra termina-se agora. Como Malor havia recuado, Gabel não via nele resistência militar, então por hora, decidiu deixá-lo fugir. Junto com o exercito de Efreets os necromantes também fugiram, com os expressões totalmente horrorizadas.

Agora Gabel, com uma aliança forte formada e com seus guerreiros acabando de sair de uma batalha vitoriosos, ele ordenou que seu exército marchasse rumo ao norte, em direção à Drefia. Era hora de acertar velhas contas…

Sucumbimento de Drefia

Após o desastre da batalha de Ankrahmun, os necromantes aliados do Efreets, sabiam que seu fim estava próximo. Os Marids nunca poderiam perdoar a sua deslealdade, e esta seria uma batalha que os necromantes nunca poderiam ganhar – afinal, muitos deles já haviam perecido na batalha de Ankrahmun, e seus aliados Efreets não podiam oferecer ajuda.

Então os necromantes se preparavam para o que parecia ser inevitável, sua morte. Com sagaz voracidade daqueles que estão acostumados a lidar com a morte, fizeram rituais malignos e invocaram os mortos com magias mórbidas.

Com os exércitos de Marids já adentrando em Drefia, os necromantes se viram presos entre calabouços e passagens da sua própria cidade. As magias malignas não foram suficientes, assim que os Marids encurralaram os necromantes, começaram um ritual assustador, a terra abaixo de Drefia começou a se mover como um redemoinho gigante, e lentamente cidade profana foi puxada para dentro da terra..

Em pouco tempo, ela foi completamente engolida, e agora somente o topo das construções estavam visíveis. Tudo estava completamente coberto de areia e entulho. Nenhum dos necromantes ou habitantes que lá residiam, foram vistos novamente. Os Marids agora eliminaram os que fizeram tantas mortes em Ankrahmun.

Depois da destruição de Drefia, os Marids voltaram para a cidade de Ankrahmun, e Gabel agradeceu a todos os homens que ajudaram na batalha, dando sangue e honra para uma batalha que não eram deles.

Gabel e todos os restantes dos Marids voltaram para as montanhas, em busca de seu antigo palácio, mas chegando no local, havia apenas cinzas, nada além de um leve vestígio de uma construção. Os Marids viram toda a grandeza de seu palácio, agora, não existir mais.

No local de seu antigo palácio, através de magias obscuras das profundezas, invocaram areias e pedras para erguer um novo palácio, e para tanto, o nome seria forte como o deserto, e o novo palácio ganhou o nome de Ashta’daramai, em homenagem a batalha ganha na cidade de Drefia.

 

Ashta’daramai – Fortaleza de Gabel

Por outro lado, Malor, após ter destruído o palácio onde tudo começou, abriu passagens por entre as montanhas e com os Efreets restantes ergueu uma nova fortaleza, com nome de Mal’ouquah.

 

Mal’ouquah – Fortaleza de Malor

 

Aprisionamento de Malor

Embora muitos djinns tenham perdido as suas vidas na fatídica batalha de Ankrahmun, a guerra ainda estava indefinida. Malor perdeu muitos dos seus mais bravos guerreiros, assim também como Gabel, e ambos sabiam que outra batalha poderia levar toda a raça djinn à destruição.

Gabel se volta ao seu confiável amigo Fa’hradin para aconselhar-se. O velho amigo djinn, sugeriu que fosse usado um truque para eliminar Malor. Sem o seu líder, ele argumentava, os Efreets poderiam terminar a rebelião. Gabel, querendo evitar mais derramamento de sangue, concordou.

Então invocando espíritos antigos, e usando uma cimitarra encantada pela lua do 3ª ciclo como aço, uma lâmpada mágica estava criada e, por meios desconhecidos até hoje, foi secretamente colocada na câmara privada de Malor.

 

Lâmpada de Fa’hradin.

O poderoso Efreet não teve escapatória. Quando este se pôs a dormir no que julgava ser a sua lâmpada privada, ficou aprisionado. Após isso Fa’hradin, rapidamente recolheu a lâmpada modificada, e levou de volta para Gabel, na fortaleza dos Marid. A incrível lâmpada de Fa’hradin havia funcionado. Malor era agora prisioneiro de Gabel..

Com Malor aprisionado, muitos Marids esperavam que a paz pudesse finalmente chegar. Gabel imediatamente contatou os Efreets para que eles soubessem que o seu líder era seu prisioneiro, em esperança que os Efreets finalmente se rendem-se. Mas a reação não foi a esperada e os Efreets odiaram seus primos Marids demais para se render, e então a guerra continuou.

Ambos os lados evitavam entrar em conflitos, por isso, nenhuma ação foi vista por muito tempo. De fato, tano Marid quanto Efreets planejaram esperar até que sua raça crescessem, mas as perdas que eles sofreram foram grandes, por não serem um raça fértil, séculos se passaram e não houve um aumento muito grande em seus números.

Enquanto a indecisão das guerras entre os djinns não era decidida, por todos os lugares a raça humana desenvolveu os seus poderes obscuros, construindo lindas cidades e estabelecendo impérios poderosos. Os djinns viveram quietos em suas fortalezas remotas. Malor, porém, continuou aprisionado na lâmpada de Fa’hradin, inconsciente para tudo que o cercava.

Gabel tinha decidido esconder a Lâmpada de Fa’hradin, em um túmulo, ao norte do deserto, longe da fortaleza de Ashta’daramai, onde ele julgo ser mais seguro.

 

Lampada enterrada de Fa’hradin.

Para seu azar, muitos séculos depois, o local onde ele havia enterrado a lâmpada, alguns guerreiros bárbaros chamados de orc’s escolheriam o lugar para construir uma fortaleza imensa.

Durante a expansão da fortaleza, a lâmpada foi encontrada e levada ao rei dos orc’s. E não demorou muito para que os seus shamans descobrissem que um espírito poderoso estava preso na lâmpada, e o rei dos orc’s libertou o poderoso djinn que estava adormecido por tantos séculos.

Ressurgimento de Malor

Pouco se sabe sobre o que aconteceu depois, mas embora os orcs afirmem que o seu rei ainda está vivo não há nenhuma testemunha capaz de confirmar que eles tenham visto o rei orc desde esse dia. Malor, porém, vaga livremente pelo mundo novamente, e muitos estudiosos concordam que ele tentará de tudo para reascender a guerra djinn.

 


 

Caros tibianos, esse foi o desfecho de uma incrível guerra, que ainda não terminou até hoje. O que virá a seguir?

Aguardem.

  • Thiago Henrique

    ótima leitura! Muito bom mesmo.

  • Bruno B Alves

    Interessante
    Saberias dizer algo sobre a relação entre daraman e os djinns?

    • Fanilator

      Bruno existe relação sim, mais em breve outro alfarrábio sairá com mais historias dos Djinns.

  • Toudy

    Existem aqueles que dizem que não, mais quem cria a diversão dentro do Tibia é o próprio jogador.

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