[Artigo Oficial] Cálculo


Hauopa Tibianos !

Esta é a história do nosso herói Tibicus. Siga os links abaixo para ler os episódios anteriores:

1.Chuva, 2.Resgate, 3.Desespero, 4.Problema, 5. Rivalidade,  6. Entrega

Depois que Tibicus percebeu quem era o chantagista, ele partiu em direção à Thais guiado pelo ódio e fúria para recuperar suas posses e para dar ao vilão uma punição justa.

 

O clima em Tibia estava muito ruim, até mesmo os Deathlings estavam usando botas de borracha. As ruas estavam vazias e desertas e até mesmo Edgar-Ellen procurou um abrigo seco e declamou suas baladas e poemas de lá, muito para o arrependimento de Grof. Tinha chovido muito nos últimos dias e o solo não era mais capaz de absorver a água.

As calhas estavam cheias até a borda e grandes, profundas e lamacentas poças desenhavam o cenário das ruas. As venezianas da maioria das casas foram fechadas firmemente, protegendo os habitantes das pesadas gotas de chuva que incessantemente batiam contra o as paredes exteriores ou explodiam nos tetos de madeira das casas.

Ainda era bem cedo na manhã quando Tibicus desembarcou no porto de Thais. Um vento congelante sobrou através das ruas, tão gelado e forte, que a sensação parecia com um chicotear que deixa cicatrizes em seu rosto.

No entanto Tibicus não se importava.

Seu casaco de pele o teria protegido muito bem do vento gelado mas ele a vendera. Vendera para juntar o valor do resgate. Vendera para pegar sua posse mais valiosa de volta. Ele a vendera porque apesar de atravessar o inferno, o ouro não foi o suficiente.

A tempestade o ensopou da cabeça aos pés num piscar de olhos. Suas roupas encharcadas ficaram presas a sua pele, restringindo sua mobilidade enquanto o frio se espalhava implacavelmente pelo seu corpo. Ainda assim, ele partiu em direção ao sudeste da cidade. Correndo pelos pequenos Flats da Sunset Homes e da Guilda dos Paladinos, Tibicus sabia seu único destino.

Enquanto isso, Fridolin conseguiu chegar em casa em seu estado. As tochas queimavam bruxuleantes nas paredes e deu a sala tanto calor quanto luz.

Sua velha mesa de madeira de faia rachou e gemeu sob o peso do ouro que se espalhou sobre ela. Tudo tinha ido de acordo com o plano. Satisfeito, ele pegou uma moeda de ouro da mesa e lançou-a ao ar com um sorriso diabólico. Que gênio ele era.

Antes que ele pudesse pegar a moeda que girava novamente, no entanto, sua celebração da vitória foi interrompida repentinamente. Lascas e placas de madeira quebrada voaram pela sala quando a porta de entrada foi arrancada de suas dobradiças com um único chute. Então, o vento congelante invadiu a sala e fez as chamas das tochas dançar ferozmente para frente e para trás.

Fridolin olhou com horror o homem que estava em pé na soleira de sua porta destruída. Os sóis ainda não haviam se levantado deixando o rosto do homem envolto em escuridão. Mas aqueles olhos vermelhos brilhantes que o fitavam das trevas, sedentos por sangue, ele os conhecia muito bem.

“VOCÊ… Você é o traidor! De todas as pessoas foi você!” Tibicus adentrou a casa e pisou na luz das tochas.

“T…T…Tibicus... O que… Que tr… O que trás você aqui?” Fridolin mal era capaz de formular uma oração completa.

“Cale-se! Apenas cale-se, seu verme imundo! Eu confiei em você por muitos anos. Eu até mesmo o convidei a minha casa. E você? O que você faz? Seu parasita desonroso traiu a mim desse jeito?” Lenta mas firmemente, Tibicus moveu-se em direção ao paladino.

Ele havia entrado em Fúria Sanguinária novamente, sem dúvidas. Mas diferentemente da vez nos Yielothaxs, desta vez, ele tinha mantido controle de sua mente. Seus músculos estavam tensos ao ponto de que suas veias prestes a arrebentar, grossas e latejantes se esticavam ameaçadoramente pelos seus braços.

Antes mesmo que Fridolin pudesse escapar de sua paralisia por medo, Tibicus já havia agarrado sua garganta. Fridolin sentiu seus olhos saindo de suas órbitas sob a pressão do punho de Tibicus. O sangue estava acumulando em sua cabeça e ele estava começando a ficar azul.

Balançando-se desesperadamente, ele tentou se libertar do aperto mas o cavaleiro continuou a apertar seu punho. Fridolin percebeu que sua própria força o deixava mais e mais e ele começou a perder o equilibrio.

Em puro desespero, ele tentou socar Tibicus, para machucá-lo, ou apenas para arranhá-lo. Qualquer coisa que poderia fazê-lo aliviar o aperto ao redor de sua garganta mas não havia jeito que ele pudesse dar para atravessar o peitoral fortemente protegido.

Enfraquecido pela privação de oxigênio, ele caiu de joelhos em frente a Tibicus. Em pânico, ele olhou nos olhos odiosos de seu carrasco, sabendo muito bem que este era o seu fim.

Seu plano tinha sido perfeito. Como Tibicus poderia ter descoberto sobre ele? O que o teria entregado?

Era um absurdo que essas fossem suas maiores preocupações perante a porte. Como se as respostas àquelas perguntas fossem de alguma ajuda em sua atual situação.

Mas Fridolin já tinha aceitado seu destino. Seus dedos lacerados não deixaram nada mais do que listras de sangue na couraça blindada de Tibicus e ele não tinha mais forças para se defender. Ainda ofegando por ar e prestes a desmaiar, ele sentiu a respiração negra da morte iminente restringindo seu campo de visão. No entando, Tibicus estava longe de acabar com ele. De uma só vez, ele levantou o paladino atordoado, arremessou-o em um poderoso giro através do ar e deixou que ele caísse no chão. O paladino estava gemendo e se lamentando. Atormentado pela dor excruciante ele estava de quatro desesperadamente tentando encher seus pulmões com ar novamente.

“Qual é o problema, Fridolin?” Zombou Tibicus. “Do uma vez tão orgulhoso paladino, tudo o que vejo é uma pilha desprezível de miséria, tossindo e chiando no chão. Sua fraqueza me enoja.”

Enquanto isso, ele pegou o paladino pelo colarinho e pelo cinto e o levantou sobre sua cabeça. Como um besouro caído de costas, Fridolin estava impotente à mercê do cavaleiro. Tibicus esmagou o paladino em sua mesa com todas as forças. O ouro se espalhou por toda a sala enquanto a mesa rachou ruidosamente e sucumbiu ao peso da queda de Fridolin.

“Onde está? Onde está o chapéu?” Tibicus gritou enquanto o paladino tentava desesperadamente se rastejar através das moedas de ouro, madeira quebrada e em lascas em direção a porta de entrada quebrada.

Ele rapidamente aprendeu que suas tentativas de escapar de sua provação eram inúteis quando a ponta da espada de Tibicus fincou-se no piso bem em sua frente. Ele foi capaz de ver as pequenas veias de seus olhos que foram estouradas pelo estrangulamento anterior na superfície altamente polida da arma, ele percebeu o qual perto de sua cabeça a espada estava enfiada no chão.

“Diga-me! AGORA!” Tibicus o agarrou pelo pescoço, empurrando seu rosto ainda mais perto da lâmina afiada da espada.

O paladino estava tossindo e ofegando, mas não importava a dor e as ameaças, nenhuma palavra saiu de seus lábios.

“Sabe, derrubar sua cabeça na lâmina agora seria uma morte adequada para um rato duas caras como você. Seu ARRRRRG…”

Dois dardos assobiaram pelo ar e adentraram profundamente nos ombros de Tibicus. Conduzido por sua Fúria Sanguinária ele negligenciou completamente suas proteções e lucidez.

Graças às suas baixas defesas, a força do impacto dos dardos jogaram ele para trás contra a parede. Os dois projéteis perfuraram através de sua carne como uma faca quente através da manteiga e suas pontas se ancoraram firmemente na parede. Tibicus ficou imobilizado com um golpe.

Propelido pela fúria e pela agressão e apesar de toda a dor, ele tentou se soltar da parede mas os dardos ficaram presos fundo demais.

Quem ousara interferir em seu interrogatório?

Quando ele viu duas figuras entrarem na sala, seu coração parou por um momento. Ele não estava preparado para a cena que o aguardava.

Aqueles dois paladinos pertenciam a Beefo. Um deles pegou o corpo sem forças de Fridonlin e o colocou sobre os ombros, o outro apressadamente juntou e pegou o ouro espalhado.

Tibicus estava pendurado na parede e cada tentativa de se libertar apenas o fazia perder mais e mais sangue. Ainda assim, ele estava se agitando e chutando, cuspindo veneno e bile, mas os outros dois apelas lhe deram um sorriso amarelo em troca pelos insultos.

Eles já haviam partido há muito tempo, quando a perda de sangue fez Tibicus desmaiar. Eles haviam partido e levado sua única chance de recuperar seu chapéu com eles. Eles haviam partido, deixando ele aqui para morrer.

 

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