[Artigo Oficial] – Desejo

Hauopa!

Ansiosos para a continuação da aventura épica do nosso herói Tibicus? O mês de setembro chegou com tudo e hoje trazemos para vocês a continuação desta incrível aventura: Fridolim acordou num local desconhecido lembrando-se apenas de fragmentos do que aconteceu. Confrontado por seus desejos mais profundos, ele tinha de tomar uma decisão!

Esta é uma história em progresso de nosso herói Tibicus. Mas, não se preocupe, se você perdeu algum capitulo desta saga, pode acompanhar nos links abaixo:

1.Chuva – 2.Resgaste – 3.Desespero – 4.Problema – 5. Rivalidade – 6. Entrega – 7. Calculo – 8. Reunião – 9. Conflagração – 10. Intuições – 11. Acidente. 12. Passado

As memórias daquele dia queimaram profundamente a alma de Fridolin. Muitos anos haviam passado até que ele descobriu que tinha sido Ferumbras que devastara Thais aquele dia e que foram seus demônios que pilharam e queimaram todo o campo. Ferumbras era o responsável pelo massacre na fazenda de seus pais.

01_boyinsewers_small.jpgDepois que ele fugiu do campo, Fridolin viveu uma vida miserável nas ruas de uma das maiores cidades Tibianas. Sempre tentando ficar fora do radar e se manter fora de problemas, ele passou os anos seguintes lutando uma batalha diária entre a vida e a morte. Estava em constante medo de dormir já que dormir significava que os pesadelos e memórias daquela noite o pegariam novamente, o pequeno garoto mal era capaz de se sustentar neste ambiente inesquecível e difícil.

Ele era cuspido, batido, maltratado, chutado e chantageado pelas crianças mais velhas as quais garantiram que ele soubesse seu lugar no final da cadeia alimentar. Na maioria dos dias, ele mendigava de porta em porta ou cometia pequenos crimes e roubos para salvar a si mesmo da fome enquanto ele passava suas noites no fundo dos esgotos entre o lixo e os ratos.

Ele já havia aceitado sua vida miserável e inútil quando um dia, um homem bem alimentado chamado Beefo se aproximou. As palavras que saíram de sua boca eram doces e tentadoras mas Fridolin aprendera do jeito difícil que deveria ser cético o tempo todo.

Ainda assim, a oferta que o homem fizera era tentadora demais para recusar. Enquanto Beefo oferecia a ele um caminho para fora de seu inferno, Fridolin viu uma possibilidade de alcançar seu maior desejo: Ele finalmente queria esquecer o que acontecera aquela noite. Reprimir os pensamentos dolorosos e apagar seu passado de sua memória. Beefo não sabia nada sobre seus fantasmas, mas o treinamento que ele estava propondo servia perfeitamente para enfraquecer as cicatrizes mentais pouco a pouco.

Agora, no entanto, todas aquelas memórias daquele evento trágico voltaram para assombrá-lo novamente. De novo e de novo, elas apareciam em flashes em sua mente. Como um pesadelo constantemente recorrente, elas penetraram seus pensamentos, reinando sobre ele, tomando seu lugar na memória há muito perdido e se manifestando em sua mente.

02_fridolininchains_small.jpgSuando e tremendo ao mesmo tempo, Fridolin acordou em um lugar desconhecido. Suas mãos fixadas em pesadas correntes pendendo das paredes, ele estava de joelhos incapaz de mover seu corpo. Confuso e desorientado, Fridolin tentou limpar sua mente. A última coisa que ele lembrava era que estava lutando contra aqueles demônios.

Quando eles fugiram de volta para o abismo, ele pulou com eles, cravou sua faca na pele encouraçada de um daqueles demônios no meio do ar e subiu em suas costas enquanto eles caiam dentro do desfiladeiro sem fim. Depois, não havia nada. Ele não conseguia se lembrar do que aconteceu então ou como chegara aqui.

Ele tentou levantar sua cabeça. Sua visão ainda estava embaçada e ele pode reconhecer apenas formas indistintas e movimentos nebulosos.

Poderosas paredes envolviam um grande hall com telhado alto. Sob a luz tremeluzente das tochas, ele identificou olhos brilhantes na escuridão avidamente encarando-o e mostrando presas sedentas por sangue. Sombras volumosas balançavam de uma protusão para outra, aproximando-se, vomitando fumaça e chamas e emitindo gritos e risadas de perfurar o coração.

“Bem vindo, jovem homem! Eu devo dizer que estou impressionado. Apenas alguns conseguiram chegar nesta dimensão.” uma voz ressonou através do hall.

“Quem… Quem está falando?” Fridolin retrucou. Sua garganta parecia seca como poeira e suas cordas ocais estavam roucas como uma lixa.

“Não se preocupe comigo, você descobrirá em breve. Até lá, sou eu quem fará as perguntas! Diga-me, o que é que você deseja?”03_ferumbrasandfridolin_small.jpg.570d83359e892e52049ff99c9929ae8e.jpg

Fridolin tentou se libertar das algemas mas cada elo das correntes era maior que seu punho. Não havia jeito para ele escapar.

“Eu… Eu não sei…” ele respondeu. “Liberte-me e eu lhe mostrarei.”

Um relâmpago ardente acertou Fridolin, carregando as correntes e enviando altas doses de ondas de energia através de seu corpo.

“Resposta errada, tente de novo!”

Fridolin sentiu seu coração falhar.

Silêncio.

Fridolin não falou nenhuma palavra e seu castigo continuou rapidamente.

Onda após onda, a energia correu por seu corpo causando rápidos espasmos musculares, contrações e incapacitando seus órgãos internos.Drenado de suas forças, ele se sentiu inconsciente incontáveis vezes apenas para acordar com o próximo choque até que ele não fosse mais capaz de aguentar a dor.

“O chapéu, aqueles demônios levaram um chapéu, e eu quero ele de volta.” ele falou com os dentes cerrados. Enquanto olhava timidamente para o chão, enojado com sua própria fraqueza, um par de botas pontudas feitas de camurça vermelha pisaram em seu campo de visão. Usando suas últimas reservas de força, Fridolin ergueu sua cabeça.

“É VOCÊ!!!” Fridolin encarou com seus olhos arregalados em terror o homem em frente a ele. Até então, apenas Tibicus havia lhe contado sobre a aparência e vestimentas deste comandante do mal. No entanto, no segundo que ele viu a barba branca, entrelaçada e o bigode enrolado, ele sabia que o homem de pé em frente a ele era de fato Ferumbras.

“Sabe o que é interessante? Demorou um pouco mais do que eu esperava para colocar esta preciosidade de volta em minha cabeça.” Ferumbras começou a falar enquanto batia na aba de seu chapéu. “Toda alma ia quer colocar suas mãos sujas em meu chapéu. Ainda assim, eu sinto que você não veio aqui por conta de meu chapéu.” Ferumbras ergueu o queixo de Fridolin com seus dedos. Olhando diretamente em seus olhos, ele disse: “Vou perguntar de novo: Qual é seu verdadeiro desejo?”

Fridolin estava horrorizado pelo olhar do bruxo. Ele sentiu a gelada, maléfica energia correndo por seus dedos, entrando seu corpo e rastejando através de suas veias, se espalhando como um vírus pestilento. Ele perdeu o controle sobre seu corpo e finalmente sobre sua mente. Ferumbras estava tomando controle, procurando em seu cérebro por seu verdadeiro desejo. No segundo em que Ferumbras retirou seu dedo do queixo dele, a sensação invasiva  foi embora.

“Entendo, então você já encontrou meus servos antes.” Ferumbras começou a falar depois de um tempo. “Seus pais… Bom, é trágico o que aconteceu a eles. Mas você sabe, eu temo que meus filhotinhos possam ficar um pouco animados quando eles estão livres o que resulta em algumas infelizes casualidades aqui e acolá.”

“VOCÊ OS MATOU!!” Fridolin gritou com ele.

“Alguém pode dizer que de fato eu sou responsável pela morte deles de um jeito ou de outro. Ainda assim, não adianta chorar sobre o leite derramado. Por favor, me conte, qual é o seu desejo?”

Fridolin ficou sem palavras.

“Ai ai, você não parece ser a vela mais brilhante no bolo…” Februmbras continuou sua zombaria enquanto criava outra bola de energia azul em sua mão.

“Eu… Eu… Eu queria esquecer tudo. Abaixar as cortinas sobre o capítulo mais horrível da minha vida para finalmente partir para novos campos.” Fridolin balbuciou.

“Agora estamos conversando!” Ferumbras disse com um sorriso condescendente. “mas deixe me adivinhar… Seu grande plano era vir aqui finalmente, me encontrar, me matar, pegar meu chapéu, retornar para o Tibia e viver feliz para sempre depois disso? Porque sua vingança vai curar sua alma e magicamente você vai se esquecer sobre seu passado, certo?”

Fridolin sentiu-se preso. Ele não tivera tempo o suficiente para pensar sobre as consequências quando ele pulou no abismo mas ouvir seu plano simplificado e reduzido àquelas palavras foi um tanto quanto constrangedor.

“A parte boa é…” Ferumbras continuou. “… nem esquecer seu passado, nem me matar, é seu maior desejo.”

“O que você quer dizer?” Fridolin estava confuso.

“Eu vi o seu maior desejo, Fridolin. Você não está atrás de vingança, riquezas ou paz. Você deseja amor! O tipo de amor que apenas seus pais podem te dar! E você quer saber? Com sua ajuda, eu posso fazer isso acontecer.”

Tv Epaminondas

Patrocínio

Últimas Notícias

Curta a nossa página!